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| VOCABULÁRIO DE VÔO |
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Como toda atividade esportiva que envolve um grupo de pessoas, a turma do parapente também possui seu próprio vocabulário, que envolve desde termos técnicos a nomes de manobras e gírias.
Conheça os termos e palavras mais utilizados pelos pilotos. ACQUALIZAR: Quando o piloto com o seu equipamento de vôo cai na água. AMARELAR: Ficar com medo, ou da condição do tempo, rampa nova ou mesmo quando toma uma pane (vôo turbulento) e vai para pouso. ARBORIZAR: Quando o piloto com o seu equipamento de vôo cai em uma árvore. ASSIMÉTRICA: Pane, tomar uma fechada no velame e entrar em giro positivo. BASES: É a parte de baixo da nuvem, um pouco antes de entrar nelas. As nuvens dão sustentação ao parapente, indicam térmicas e sugam os pilotos. BATOQUES: Duas alças uma em cada mão que serve para direcionar ou freiar o parapente. BIRUTA: Equipamento que indica a direção do vento, fica na decolagem e no pouso oficial. Encontrado geralmente em aeroportos. BOMBANDO TUDO: Quando o dia está bom de térmicas, muitas ascendentes, muitas bases, ótimo para a prática o vôo livre. BUFINHA: Térmica fraca onde o piloto quase não enrosca sobe muito pouco. CB (CUMULUS NIMBUS): Nuvem gigantesca que suga o parapente. Possui ventos no interior de 200km/h com pedra de gelo e temperatura abaixo de zero, é um perigo para voador. Poucos sobrevivem. DECOLAGEM ALPINA: Quando o piloto fica de frente para rampa e de costas para a vela, decolando com o vento fraco, saindo correndo de frente. DECOLAGEM INVERTIDA: Quando o piloto de glider fica de costas para a rampa com os tirantes cruzados, olhando para o velame, com relativo vento forte; ficando de frente assim que o velame estiver inflado acima da cabeça. ENCHER O TANQUE: ir até o topo da térmica "na altura máxima" para depois o voador seguir adiante. ENGRAVATAR: É quando o piloto toma uma fechada ou sai de uma manobra onde uma das pontas da vela entra pôr de baixo das linhas e sai pôr trás da própria, ocasionando uma pane. Se o piloto não sair da pane é caso de jogar rapidamente o pára-quedas Reserva. ENRAIZAR: Piloto que demora para decolar, já checado e conectado no equipamento fica parado na rampa muito tempo. ENROSCAR: É quando os voadores pegam térmica e ficam girando dentro dela e subindo, como os urubus. ENTUBAR: É quando o voador com o seu equipamento entra nas nuvens, as vezes só com manobras para sair. ESPIRAL: Entrar em giro em alta rotação, descida muito rápida podendo chegar a descer 25 metros por segundo, ótimo para fugir de CBs. ESTAMPAR: Chegar no topo da térmica e ficar bem alto, de 2000 a 3500 metros de altura do chão. FECHAR ORELHA: Manobra simples para diminuir a área vélica e descer um pouco mais rápido que o normal, mas não até o chão. FULL STOLL: Manobra que fecha totalmente o parapente, e o piloto começa a cair. GANHAR A RAMPA: Decolar e subir acima da altura da rampa. GLIDER: Abreviação de paraglider. LIFT: Vento que sobe as encostas das montanhas que proporciona a sustentação do parapente. MAÇAROCA: Grandes nuvens ou quantidades de nuvens que possam atrapalhar o vôo livre, quando as nuvens entubam a rampa e não da para decolar, formação de CBs, e teto baixo. ORELHÃO: Manobra com o maior fechamento, diminuindo bem a área vélica do parapente, descendo rapidamente, nunca até o chão. PARACA ou PARAPA: Significa parapente ou paraglider, um modo rápido de dizer. PARACHUTAGEM: tirar o equipamento de vôo, ou seja, o parapente perde o seu planeio. Pode ser ocasional ou sem querer, acontece com equipamentos muito velhos. PEGUAR UM CANHÃO: Pegar uma térmica forte que chega a subir até 12 metros por segundo. POUSAR NA MOSCA: Pousar o equipamento em um lugar predeterminado, usado muito em campeonatos com pouso determinado. É uma circunferência de mais ou menos um metro de diâmetro, circundade por outra maior, dentro de uma área grande demarcada para se enxergar em vôo. PREÁ: Piloto novato, iniciante. PREGO OU MERRECA: decolar e pousar logo em seguida sem pegar térmica (alguns minutos). RAMPA: Local mais alto no pico das montanhas para o voador decolar, geralmente um ponto de encontro onde se forma clubes. RESGATE: A pessoa que acompanha o voador com algum veículo, leva os pilotos na rampa e depois vai pegar no pouso. ROTOR: Vento que sopra para trás das montanhas jogando o voador para baixo sem sustentação. ROUBADA: Problemas fora dos planos de vôo, como um pouso forçado onde o piloto se encontra sem resgate, longe de estradas ou casas; pousar em algum tipo de plantação ou enroscar em arvores, fios elétricos, etc; pousar perto de animais bravos. SAIR NA BUFA: quando o piloto decola, e a térmica vem se desprendendo, decolando para cima. SAT: Uma das manobras mais radicais, espécie de espiral onde o piloto entra em giro e o o velame fica girando. SELETE: Cadeirinha onde o piloto de glider fica sentado em vôo. Onde fica acoplado todos os instrumentos de vôo, inclusive o pára-quedas reserva. TÉRMICA: Ar quente que se desprende do solo e sobe de 1 metro por segundo até 15, 16 metros por segundo, levando o voador para cima. TERRA DE MALBORO: Sobrevoar regiões enormes onde não se encontra nada, as vezes pode demorar mais de um dia para retornar se caso de pousar. TETO ALTO OU TETO BAIXO: Nuvens altas ou nuvens baixas demonstrando no céu o limite de altura que provavelmente ocorrerá aquele dia. TIRANTES: Fica entre a selete e as linhas, é onde se acopla o glider com a selete. TOMAR UMA FECHADA: quando o parapente fecha um dos lados, abrindo rapidamente quando corrigido corretamente. TOMAR UMA VACA: Pane total do equipamento em pleno vôo (geralmente segundos), recuperando rapidamente o planeio normal. TOMAR UM FRONT: É uma pane geralmente rápida, quando ocorre um fechamento de frente, a parte da frente da vela vem para baixo e para trás rapidamente, em segundos volta o planeio normal. TUCHAR A MÃO: É voar bem, estar em um dia em que o piloto se sente seguro e com muita vontade de voar, entrando bem nas térmicas, voando adequadamente no lift sem perder altura. TWIST: É quando o piloto de parapente fica com as linhas enroladas acima de sua cabeça em vôo, precisando girar ao contrario para desenrolar. VARAL: Quando não há vento suficiente e a decolagem é realizada com a ajuda de outras pessoas que levantam o velame numa determinada altura, facilitando a entrada de ar. VELA ou VELAME: Especificadamente o tecido do equipamento, independente do resto. VENTO DE CALDA, CALDAL: Vento que vem sempre nas costas do piloto ou vento que esteja soprando ao contrário do quadrante da determinada rampa. VIRAR LENDA, SUMIR DO MAPA, VAPORIZAR: Ir embora, sair do local onde esta rapidamente, seguir viagem, desaparecer. VÔO TURBULENTO: É quando o vôo é sacudido, o parapente chega até a fechar parte dele. VÔO RALADO: Vôo onde o piloto encontra dificuldade para subir, com poucas térmicas. VÔOAÇO OU VÔOZAÇO: Um vôo bem sustentado, horas de vôo, ou km de vôo livre. WINGOVER: Manobra onde piloto fica para um lado e para o outro, como um pêndulo balançando. |
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