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| O ESPORTE QUE COLORE O CÉU DA CIDADE |
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O Parapente, nome de origem francesa, também conhecido como Paraglider nos países de língua inglesa, teve sua origem ligada ao paraquedismo e desenvolveu-se na Europa quando passou a ser utilizado por alpinistas para descer mais rapidamente as montanhas após sua escalada. No início o Parapente era experimental e seu uso ser resumia a pequenos vôos. Aos poucos ele foi se desenvolvendo, permitindo vôos mais longos até os praticantes começarem a utilizar o uso das térmicas para voar mais alto, técnica já utilizada antes em outras modalidades de vôo-livre, como a asa-delta. Com o Parapente o piloto não necessita de saltar de uma avião como no paraquedismo, decola de uma montanha e, utilizando as correntes de ar, mantêm-se no ar ou ganha altitude. A meta do piloto é subir o mais alto e percorrer a maior distância possível, mantendo-se mais tempo no ar. O PARAPENTE NO BRASIL O primeiro vôo de Parapente que se tem registro no Brasil foi em 1988, no Rio de Janeiro, onde dois pilotos suíços decolaram da rampa da Pedra Bonita, já utilizada ateriormente por praticantes de asa-delta. A novidade atraiu a atenção de alguns cariocas fascinados pelo vôo-livre, formando-se o primeiro grupo de pilotos brasileiros. Hoje o esporte está bem difundido no país, encontrando maior desenvolvimento nos estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.
O PARAPENTE EM CAMBUÍ Foi no ano de 2001 que Anderson de Almeida avistou dois parapentes sobrevoando a cidade. Ao vê-los pousar, partiu rapidamente para o resgate afim de saber um pouco mais sobre este esporte que tanto dispertara sua curiosidade. Foi através desses pilotos que obteve as primeiras informações e a indicação de um instrutor. Partiu então para Santa Rita, onde aprendeu a voar e, com muita dificuldade, iniciou no esporte praticamente sozinho em Cambuí. No ano seguinte, procurando divulgar o parapente na região, ajudou a organizar um festival na cidade do Córrego do Bom com pilotos de outras localidades. Foi neste mesmo festival que uma turma de cerca de 10 interessados fizeram contato com um instrutor paulistano e também iniciaram sua prática. Hoje a cidade já conta com cerca de 50 pilotos, muitos deles de nível profissional.
Todos cuja vontade de voar seja maior do que o medo podem praticar. Não há limites de idade para a prática do esporte, entretanto, o ideal para se iniciar é a partir dos 14 anos, com a devida autorização dos pais. É necessário também um investimento com um curso preparatório e equipamentos, porém, a prática vem se barateando muito nos últimos anos devido ao crescente número de praticantes e pela existência de uma marca nacional que já é considerada a 3ª no mundo, produzindo no país equipamentos de ótima qualidade. O interessado pode também adquirir um equipamento seminovo de boa qualidade por um preço mais acessível. Por esses motivos, o Brasil vem se tornando uma referência mundial neste esporte que cresce cada dia mais. COMO INICIAR Para começar a praticar é preciso procurar um instrutor de uma escola homologada pela ABP (Associação Brasileira de Parapente) ou pela ABVL (Associação Brasileira de Vôo Livre). Através do instrutor, o interessado receberá todas as orientações necessárias com aulas teóricas e práticas, desde a teoria de vôo, como inflar o parapente, até os primeiros vôos que se iniciam descendo a inclinação de um morrinho até sair do alto de uma montanha. O curso é de aproximadamente 2 ou 3 meses, variando de acordo com o clima e o aproveitamento de cada um. Após o término do curso, é necessário freqüentar um clube de parapente onde o praticante terá a assistência dos mais antigos e experientes. Quanto mais tempo de prática, mas se aprende, já que cada estação do ano apresenta características diferentes e o praticante irá perceber e aprender a lidar com essas diferenças no decorrer do tempo. EQUIPAMENTOS Os equipamentos obrigatórios são o selete, para-quedas reserva, capacete e velame (asa). O selete é onde o piloto fica "sentado" durante o vôo e deve ser ajustado para cada praticante, deixando-o o mais confortável possível. Para casos de emergência existe o pára-quedas reserva, que fica acoplado ao selete, e só deve ser utilizados em casos des extrema urgência. O velame constitui a maior parte do equipamento e é dividido em três partes: a vela, as linhas e os tirantes. É também extremamente importante possuir um rádio para se comunicar com outros pilotos. Entre os equipamentos opcionais estão GPS, macacão, botas e luvas especiais para a prática.
SEGURANÇA Os perigos que envolvem o parapente são os mesmos de qualquer outro esporte radical, ou seja, estão extremamente ligados à imprudência e à falta de manutenção dos equipamentos, portanto, é extremante necessário muita atenção e responsabilidade para a sua prática, se aventurando dentro dos próprios limites e de acordo com o decorrer do aprendizado, sempre contando com o apoio de outros pilotos. ONDE APRENDER Em Cambuí e região pode se iniciar na prática do Parapente através da Vôoart, com instrutores habilitados pela ABP (Associação Brasileira de Parapente) e ABVL (Associação Brasileira de Vôo Livre) e contar com o apoio do clube de vôo livre Asas de Minas. |
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